sábado, 8 de janeiro de 2011

Mais do Mesmo

Mais do Mesmo

Por

Renata Pacheco Francisco

O atual governo do estado do Rio de janeiro vem nos últimos anos implantando mudanças na área da educação a fim de melhor atender os alunos bem como os professores.

Nossas escolas agora têm microfones para os professores, internet com um computador para cada aluno, e as equipes do projeto climatizando trabalham nas escolas padronizando as salas para receberem os ares condicionados. A intenção é proporcionar um local de trabalho agradável e um ambiente tranqüilo para os alunos estudarem. Quando começar a funcionar realmente o objetivo poderá até ser atingido. Mas esse projeto ainda não decolou.

Existem algumas divergências quanto à objetividade desse investimento gigantesco e as reais necessidades das escolas e da classe dos professores. Enquanto que para umas escolas essas novidades seriam complementares, para outras, complementares seriam mais refeições e uniformes para as crianças carentes enfrentarem o frio. Como acontece em todo o país a desigualdade gera prioridades sendo assim há que se preferir comer e não morrer de frio.

Existem outras situações sérias que o governo deveria se ater. Por exemplo, o desrespeito dos alunos para com os professores e funcionários da escola. Essa falta de respeito é reflexo da impunidade, já que tais alunos estão amparados num estatuto obsoleto que despreza o fato de que os direitos adquiridos geram deveres a serem cumpridos e estes na verdade são sufocados pelo descaso dos competentes a fazer valer os direitos dos docentes.

É comum a mídia notificar situações de agressões verbais e físicas sofridas pelos professores da rede pública. A escola vem deixando de ser uma unidade formadora de indivíduos de caráter, cheios de responsabilidade e de valores, para se tornar ponto de tráfico e ringue de lutas entre gangues. Docentes, viram reféns de discentes, e são calados pelos microfones e modismos do século novo e nem mesmo trabalhando são recompensados. Aumento descente é algo lúdico entre a classe, virou até chacota.

Uma vergonha! Um profissional com ensino superior ter que se submeter a um salário praticamente mínimo e ainda servir de alvo para uma corja disfarçada de estudantes que não responde por seus atos porque são menores. Isso é um absurdo! Talvez seja essa a explicação para um número cada vez maior de exonerações de professores ocorridas no estado.

Para aquele que crê em Deus reze, e aos demais, coragem para seguir em frente agradecendo por não ter que viver “o Cálice” de Chico Buarque. Mas com certeza podendo esbanjar poesia e dizer que apesar de Você, amanhã há de ser outro dia!

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